Como tratar o cancro endometrial

     Depois de um paciente ser diagnosticado com cancro endometrial, o plano de tratamento é formulado pelo médico de acordo com o tipo de tecido, a extensão da invasão e metástase, a idade do paciente, o seu estado físico, a presença de comorbilidades médicas e cirúrgicas, e se o paciente requer fertilidade. Antes do tratamento, a TC e a RM devem ser realizadas para determinar e avaliar o âmbito do tumor, que pode ser amplamente dividido em três casos: tumor confinado ao corpo uterino; tumor que invade o colo do útero; tumor para além do útero. Se o paciente for velho e tiver muitas comorbidades cardíacas, hepáticas, pulmonares, renais e outros órgãos importantes, não pode tolerar a cirurgia. Se o paciente é jovem e quer ter filhos e cumpre a indicação de preservar a função reprodutiva, pode ser tratado de forma conservadora com medicamentos.  2.Suspected ou invasão cervical visível: é necessária uma biopsia cervical ou ressonância magnética, se o resultado for negativo, a cirurgia é a mesma que se o tumor estiver confinado ao corpo uterino. Se a biopsia cervical for positiva ou se houver lesões visíveis no colo do útero, deve ser administrada primeiro uma histerectomia extensa + dupla ressecção ad anexial + estadiamento cirúrgico ou radioterapia seguida de histerectomia total + dupla ressecção ad anexial + estadiamento cirúrgico; se inoperacional, deve ser administrada primeiro uma radioterapia dirigida ao tumor e depois reavaliada para ressecção cirúrgica.  3. se houver suspeita de que o tumor se tenha espalhado fora do útero: RM/TC/PET, verificação CA125, se o resultado for negativo, a cirurgia será a mesma que se o tumor estiver confinado ao corpo uterino. Se o tumor estiver para além do útero mas confinado à cavidade abdominal (incluindo citologia positiva da ascite, omento grande, linfonodos, ovários, metástases peritoneais), realizar histerectomia + ressecção ad anexial bilateral + estadiamento cirúrgico + redução do tumor com o objectivo de não conseguir lesões mensuráveis na medida do possível. Para lesões para além do útero mas confinadas à cavidade pélvica (metástases na vagina, bexiga, intestino/recto, paramétrio) que não podem ser removidas, recomenda-se a radioterapia + braquiterapia vaginal ± quimioterapia ± cirurgia. Lesões para além da cavidade abdominal ou metástases para o fígado: considerar histerectomia paliativa + ressecção ad anexa bilateral com decisão pós-operatória em quimioterapia, radioterapia, terapia hormonal, dependendo da situação.