A insuficiência cardíaca crónica (ICC) é uma síndrome clínica complexa causada por alterações estruturais e/ou funcionais anormais no coração, resultando em comprometimento da função sistólica e/ou diastólica ventricular, e é a fase final da doença cardíaca. Na insuficiência cardíaca crónica, o regime clínico comum é o “triângulo dourado”, ou seja, inibidor da enzima de conversão da angiotensina (ACEI) ou bloqueador do receptor da angiotensina (ARB) + beta-bloqueador + antagonista do receptor da aldosterona. Estudos recentes mostraram que o SGLT-2i tem um efeito benéfico na melhoria do prognóstico da CHF, e a Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC) de 2021 recomenda a adição do SGLT-2i em pacientes com CHF se não for contra-indicado, o que pode reduzir significativamente a mortalidade em pacientes com CHF. Oxigenoterapia hiperbárica, que pode ser usada como tratamento adjuvante para muitas doenças isquémicas e hipóxicas. Os efeitos da oxigenoterapia hiperbárica no sistema circulatório incluem: 1. frequência cardíaca reduzida (10%-30%). 2. contratilidade cardíaca reduzida e menor débito cardíaco. 3. menor consumo de oxigénio do miocárdio (20%). 4. aumento da pressão arterial e menor diferença de pulsação. 5. redução do volume de sangue coronário. A possibilidade de oxigenoterapia hiperbárica como tratamento adjuvante da insuficiência cardíaca crónica é um tema muito interessante. A oxigenoterapia hiperbárica tem sido relatada para aumentar as metaloproteinases matriciais, o factor de crescimento endotelial vascular, etc., induzindo a angiogénese e melhorando a perfusão em áreas isquémicas. Tem sido sugerido que a oxigenoterapia hiperbárica pode melhorar a perfusão sanguínea miocárdica, disfunção endotelial vascular e microcirculação miocárdica.