Os fibróides uterinos são tumores que ocorrem na camada muscular do útero e são, na sua grande maioria, benignos. A causa exacta dos fibróides não é clara e, após extensa investigação clínica, pensa-se agora que podem estar relacionados com altos níveis locais de estrogénio no corpo do útero. Clinicamente, existem fibróides sintomáticos e fibróides assintomáticos. Os fibróides sintomáticos, como o nome indica, têm sintomas clínicos, que se manifestam geralmente como menstruação irregular, tais como menstruação excessiva e distúrbios menstruais, bem como sintomas de pressão como urgência urinária, micção frequente, aumento da noctúria, dificuldade em fazer as fezes, cólicas abdominais mais baixas, aumento da leucorreia, infertilidade e, em alguns casos, diabetes e hipertensão. Existem também fibróides assintomáticos, que são frequentemente sentidos involuntariamente no abdómen ou encontrados durante exames ginecológicos de rotina quando os fibróides são grandes. Se tiver fibróides, não tenha medo. O mais importante é ir a um hospital normal e tratá-los apenas se estiverem a afectar a sua saúde. Considera-se geralmente que as seguintes condições requerem tratamento: (1) quando ocorre menstruação excessiva e a medicação é ineficaz; (2) quando existem sinais óbvios de pressão; (3) quando o fibróide é grande (o útero tem o tamanho de uma gravidez de 2 meses ou mais); (4) quando o fibróide é pequeno mas a doente está sob pressão psicológica e necessita de tratamento. Existem muitas opções de tratamento para os fibróides, mas em geral existem cinco tipos: cirurgia, medicação, HIFU, radiofrequência e terapia interventiva. O tratamento intervencionista é utilizado há mais de 10 anos e é actualmente o principal método de tratamento dos fibróides nos países desenvolvidos ocidentais, com resultados definitivos. O procedimento principal é a Embolização da Artéria Uterina (EAU), que envolve cortar um pequeno orifício do tamanho de um grão de arroz na base de uma coxa, inserir um cateter especial na artéria que fornece o fibróide e aplicar um agente embólico para bloquear o fornecimento de sangue ao fibróide para “matar à fome” o fibróide. O procedimento pode ser concluído em apenas 30 minutos e normalmente em cerca de uma hora. É feito sob anestesia, pelo que o procedimento é indolor. As reacções pós-operatórias são leves, principalmente sob a forma de dor ligeira e transitória no abdómen inferior e febre baixa, que são normais após a intervenção e podem ser tratadas de forma sintomática. Não há requisitos especiais após a operação. Geralmente, pode comer 6 horas após a operação e deslocar-se livremente dentro de 24 horas; pode ter alta do hospital em 3-5 dias, e pode ir trabalhar normalmente após 7-10 dias de descanso. Os fibróides parecem ser necróticos após a intervenção, pelo que não há problema de recorrência. Após dez anos de observação, o tratamento intervencionista dos fibróides uterinos é já uma técnica madura com melhores resultados na prática clínica. O método não requer abertura do abdómen ou remoção do útero, preserva a função do útero; tem poucos efeitos secundários e complicações; tem uma recuperação rápida e uma eficácia precisa; tem uma estadia hospitalar curta e tornou-se o método preferido para substituir a histerectomia no tratamento dos fibróides no estrangeiro.