Um estudo clínico publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) em 2013 mostrou que em doentes com fibrose não cística (FC) bronquiectasia, a azitromicina melhora os sintomas mas também aumenta o risco de resistência aos antibióticos. O ensaio controlado por placebo aleatorizado, realizado em 14 hospitais na Holanda entre 2008 e 2010, incluiu 83 pacientes externos com bronquiectasias não devidas à FC que foram aleatorizados para receber azitromicina (250 mg diários) ou placebo durante 12 meses. Como resultado, 43 pacientes (52%) receberam azitromicina e os outros 40 pacientes (48%) receberam placebo. Após um ano, 80% dos pacientes do grupo placebo tiveram pelo menos uma exacerbação durante o período de observação do estudo, em comparação com 46,5% no grupo de tratamento, e a azitromicina reduziu o risco absoluto de exacerbação da doença em 33,5%. As reacções adversas gastrointestinais ocorreram em aproximadamente 40% dos doentes tratados com azitromicina, mas não exigiram a descontinuação do medicamento, em comparação com 5% no grupo placebo. A resistência aos macrolídeos foi observada em 88% do grupo de tratamento, em comparação com 26% do grupo de placebo. Os autores deste estudo concluíram que a azitromicina era eficaz para reduzir a progressão da fibrose bronquiectasia não cística, melhorar a função pulmonar e melhorar a qualidade de vida, mas também tinha efeitos adversos gastrointestinais e uma elevada taxa de resistência aos medicamentos.