Que exames podem detetar a isquémia do miocárdio?

A isquémia miocárdica é uma condição patológica em que a perfusão sanguínea do coração é reduzida, resultando numa diminuição do fornecimento de oxigénio ao coração e num metabolismo energético anormal do músculo cardíaco, que é incapaz de suportar o trabalho normal do coração. A isquémia miocárdica pode ser detectada através do ECG, da ecografia cardíaca e da angiografia coronária por TC. 1. eletrocardiograma (ECG): ECG e eletrocardiograma dinâmico (DEC) são usados principalmente para observar se há alguma alteração ST de isquemia no ECG, de modo a julgar indiretamente se há isquemia miocárdica. 2. ecografia cardíaca: a ecografia cardíaca destina-se principalmente a verificar se existe alguma anomalia na estrutura e função do coração. Se a isquemia for mais grave, fará com que a força de contração do miocárdio diminua e, ao realizar a ecografia cardíaca, indicará hipermobilidade segmentar, que é uma forte indicação de isquemia miocárdica. 3. angiografia por TC da artéria coronária: É o exame mais intuitivo e direto para diagnosticar isquemia miocárdica, injetando o agente de contraste sob raios-X e observando diretamente se há alguma estenose nos vasos sanguíneos do coração e até que ponto os vasos sanguíneos são estenóticos, que é o padrão ouro para o diagnóstico de isquemia miocárdica. Os doentes com isquémia do miocárdio podem ter uma dor tipo aperto ou constrição na zona retroesternal ou precordial quando estão cansados ou nervosos, irradiando para o ombro esquerdo e para o antebraço esquerdo, com duração de 3-5 minutos e aliviada pelo repouso, acompanhada de sudação abundante; ou aperto no peito, palpitações e falta de ar quando estão fisicamente activos e aliviada pelo repouso. Recomenda-se que se dirija atempadamente ao hospital para efetuar os exames necessários.