O facto de ser ou não normal ter corrimento castanho após o aborto depende principalmente da quantidade de corrimento e da duração do mesmo, não podendo ser generalizado. Se houver hemorragia vaginal e corrimento castanho nos 7 dias após o aborto, em pequena quantidade e sem dor abdominal, é um fenómeno normal, que se deve principalmente à descarga do mecónio residual e do sangue na cavidade uterina. Com a recuperação gradual do revestimento uterino, a hemorragia diminui gradualmente e não é necessário qualquer tratamento especial. Se o corrimento castanho persistir durante mais de 1 a 2 semanas, pode dever-se a uma fraca contração uterina que impede a drenagem do sangue da cavidade uterina, ou pode haver resíduos intra-uterinos ou acumulação de sangue na cavidade uterina, o que exige uma consulta atempada do Serviço de Obstetrícia e Ginecologia e um exame ecográfico. Se houver indícios de resíduos uterinos, é necessário tomar medicação oral para promover a descarga dos resíduos; se a hemorragia continuar e os resíduos não forem descarregados, pode ser necessário raspar novamente o útero. Além disso, após o aborto, é necessário prestar atenção ao descanso, manter a vulva limpa e seca, para evitar a reprodução de bactérias, infeção secundária, se necessário, antibióticos orais para prevenir. Após o aborto, é necessário evitar trabalhos físicos pesados e não ter relações sexuais durante um curto período de tempo.